A pesquisa investigou as afrografias das memórias culturais negras em Fortaleza, compreendendo as confluências entre giras de religiões afro-indígena-brasileiras e festas negras periféricas. Esses espaços, atravessados por ritmo, dança, corporeidade e estética, se firmam como territórios de resistência, espiritualidade e afirmação da identidade negra. Observou-se seu funcionamento como dispositivos de cura, pertencimento e criação de ambientes onde corpos negros são celebrados em sua beleza e liberdade. A pesquisa fundamentou o roteiro de um curta documental que acompanha artistas atuantes nesses movimentos, revelando como suas práticas constroem redes afetivas e políticas, transformando a cidade em espaço de memória e celebração.