Coletivo

Companhia Artes Cínicas de Teatro


Funções

Descrição curta

A Cia possui 15 anos de fazer teatral na região dos Inhamuns e atualmente constrói cenários multiartísticos para crianças da segunda infância com aulas em diferentes linguagens artísticas, através da Miolo de Pote. Além das atividades citadas, o espaço funciona também como espaço cultural. Possuí uma sala com capacidade de 100 pessoas e um espaço aberto com capacidade de 200 pessoas.

Descrição

No início dos anos 2000, diversos grupos de teatro movimentavam a cena cultural do Sertão dos Inhamuns. A partir de 2005, com a criação do Festival dos Inhamuns de Circo, Bonecos e Artes de Rua — concebido como um evento estruturante das políticas culturais do Governo do Estado do Ceará — esses grupos foram potencializados e muitos outros surgiram. A região passou a receber artistas de diversas partes do Brasil e do mundo, promovendo um intenso intercâmbio artístico e o consequente enriquecimento estético dos fazedores de cultura locais.

É nesse contexto que surge a Companhia Artes Cínicas de Teatro. Seus integrantes originais, após vivenciarem influências multilinguísticas e participarem de oficinas ministradas por nomes como Sidney Souto e pela diretora francesa Margot Carrière, decidiram criar seu próprio grupo. Assim, em fevereiro de 2007, foi fundada a Companhia Artes Cínicas de Teatro, constituindo-se, ainda naquele ano, como entidade cultural civil sem fins lucrativos. Desde sua criação, a companhia estabelece um objetivo claro: conciliar cultura e educação, atuando nos campos da criação, produção e formação artística, com ênfase nas artes cênicas.

Entre os anos de 2008 e 2013, a companhia montou os espetáculos O Desejo de Catirina, de Danilo Cavalcante e Gilmar Costa; A Farsa do Panelada, de José Mapurunga; e Papoula, de Rogério Mesquita e Yuri Yamamoto — todos com direção de Gilmar Costa, fundador e coordenador do grupo. Com esse repertório, a companhia participou de importantes festivais, encontros e programações de artes cênicas no Ceará e no Nordeste, como o Festival de Teatro de Acopiara (2007 e 2010), a Mostra Sesc Cariri de Culturas (2009), o Festival dos Inhamuns de Circo, Bonecos e Artes de Rua (2008, 2009 e 2010), o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (2009), O Riso da Cena – Encontro TJA de Artes Cênicas (2008), Zona de Transição – TJA (2008), Nas Ruas do Dragão (2009), o Projeto SET – Fortalecimento do Teatro (2009) e a Mostra BNB de Artes Cênicas (2010), entre outros.

Em 2010, motivada pela oficina Pesquisa e Elaboração de Textos, ministrada por Selma Santiago e Ronaldo Agostinho, e pela participação na leitura dramática Crônicas de Dona Maria Quitéria dos Inhamuns, dirigida por Sidney Souto durante o II Festival dos Inhamuns, a companhia inicia um de seus projetos formativos mais consistentes e duradouros: os Ciclos de Leituras Cênicas. Desenvolvido em escolas e espaços culturais da cidade, o projeto tinha como objetivo a formação de plateia, apresentando ao público tauaense obras da dramaturgia e da comicidade nordestina e cearense. Textos de autores como José Mapurunga, Wellington Rocon, Márcia Oliveira, Yuri Yamamoto e Rogério Mesquita foram trabalhados nesses encontros, que reuniam grandes públicos e contavam com a participação do elenco da companhia e de atores convidados de outros grupos, promovendo um intenso intercâmbio artístico entre os fazedores de teatro da cidade.

Em 2012, a companhia participou de uma residência artística com o Grupo Bagaceira — uma de suas principais referências estéticas — por meio do projeto Interior. Nesse contexto, teve contato com o ator, professor e dramaturgo francês Maurice Durozier, integrante do Théâtre du Soleil. Esse encontro exerceu influência significativa sobre os caminhos estéticos e metodológicos do grupo, contribuindo para o aprofundamento de suas investigações cênicas e pedagógicas.

A partir de 2013, a Companhia Artes Cínicas passa a integrar a equipe de produção do Festival dos Inhamuns de Circo, Bonecos e Artes de Rua, permanecendo até os dias atuais. Nesse período, consolida-se como principal parceira regional da Associação Arte Jucá na realização do evento, que se tornou um importante agente catalisador da produção cultural da região, gerando trabalho e renda, fortalecendo os grupos locais e garantindo, de forma gratuita, o acesso à cultura em um território distante dos grandes centros urbanos, no coração do semiárido nordestino.

Em 2017, a companhia decide remontar o espetáculo A Farsa do Panelada, de José Mapurunga, agora com direção de Robson Cavalcante, em parceria com o Grupo Juká de Teatro, de Arneiroz. Desde então, o espetáculo circulou por importantes festivais do estado, como o Festival dos Inhamuns (2017), o Festival Popular de Teatro de Fortaleza (2017), o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga (2018) e a Mostra Sesc Cariri de Culturas (2018).
Desde 2018, a Companhia Artes Cínicas de Teatro atua de forma contínua na Escola Livre de Teatro dos Inhamuns (ELTI), em parceria com a Associação Arte Jucá, desenvolvendo ações formativas, pedagógicas e artísticas voltadas à formação de jovens artistas e à dinamização da cena teatral local. Nesse mesmo período, a companhia passa a coordenar e manter a Miolo de Pote – Escola Livre de Artes para a Infância, iniciativa dedicada à formação estética e sensível de crianças, articulando teatro, literatura, artes visuais e brincadeiras como práticas de criação, expressão e aprendizagem.

Atualmente, a Companhia Artes Cínicas de Teatro tem sede na Casa Criativa, espaço cultural localizado em Tauá–CE, do qual é um dos grupos responsáveis pela gestão compartilhada, pela manutenção do espaço e pela organização da agenda cultural. A Casa Criativa funciona como um polo de encontros, formações, apresentações artísticas e ações colaborativas, reafirmando o compromisso da companhia com a ocupação cultural do território, a democratização do acesso à arte e o fortalecimento das redes culturais do Sertão dos Inhamuns.

Dessa forma, a Companhia Artes Cínicas de Teatro consolida, ao longo de mais de uma década, uma trajetória marcada pela seriedade, competência e compromisso ético-político com a arte, a educação e a cultura, afirmando-se como um importante agente de criação, formação e articulação cultural no semiárido nordestino.

Vídeos

Galeria

evento entre e Baixar Planilha

Publicado por

Guilherme Alves

Ator, escritor, produtor cultural, arte-educador e pedagogo de formação acadêmica, Guilherme Alves iniciou sua carreira artística a doze anos na Cia. Artes Cínicas de Teatro, de Tauá-CE. Em 2017 passou a integrar também o grupo Juká de Teatro, dirigido por Robson Cavalcante, uma das mais importantes companhias teatrais do interior do estado. Como produtor, compõe a equipe do Festival dos Inhamuns de Artes Cênica, desde 2014, além de atuar como mobilizador cultural junto a escolas do município de Tauá e região. Como escritor, tem contos infantis, poesias e outros escritos publicados. Seu livro mais recente "O livro das rimas" é uma publicação infantil que trata sobre valores para construção de um amanhã melhor. É Coodenador da Miolo de Pote: escola Livre de artes para a infância.

Nome:

E-mail:

Tipo:

Mensagem:

Enviando mensagem

Enviando mensagem